A deputada estadual por São Paulo, Janaína Paschoal (PSL), uma das autoras do impeachment de Dilma Rousself, se manifestou sobre a ação do Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró (RN), que condenou a União por possíveis "danos morais coletivos" causados pela atuação do ex-juiz Sérgio Moro na condução da Operação Lava Jato.
A deputada considerou a ação "assustadora", ao afirmar que os procuradores mossoroenses criticaram Sérgio Moro por, "possivelmente manipular o Direito para atingir finalidades já definidas". Outro ponto criticado pela parlamentar foi o argumento de que a atuação de Moro teria por finalidade garantir a eleição de Bolsonaro. Segundo a deputada, essa tese era impensável quando a Lava Jato começou e se desenvolveu.
A ACP foi ajuizada na Justiça Federal em Mossoró pelos procuradores da República Emanuel Ferreira e Camões Boaventura.
Confira a nota na íntegra:
Assustador ler a inicial da ação proposta em Mossoró. Os autores criticam Sérgio Moro por, supostamente, manipular o Direito para atingir finalidades já definidas. Incrivelmente, apontam como uma dessas finalidades a própria eleição de Bolsonaro, sabidamente impensável quando a Lava Jato começou e se desenvolveu.
Eles defendem a democracia militante. Só pedem cuidado para não usar essa democracia contra a esquerda, pois a esquerda apenas quer uma democracia diferente. Assustadora não é a ação em si. Assustador é constatar as várias obras citadas, dando respaldo à "tese".
Mais uma evidência do erro da direita, ao abandonar as universidades. Os esquerdistas ensinam, orientam os mestrados, os doutoramentos, sem nenhuma objeção consistente... Agora entendi por qual razão foram rápidos em criar até disciplina chamando impeachment de golpe...
A peça precisa ser lida e debatida exaustivamente... o único ponto em que concordo com os autores é aquele em que dizem que a direita que chegou ao poder é contrária à intelectualidade, às universidades... Essa direita tacanha não consegue perceber que não adianta atacar, precisa entrar para argumentar e convencer... Se não, em pouco tempo, todos os Ministérios Públicos, todas as Defensorias Públicas, todos os Tribunais estarão tomados. Nesse contexto, nada adiantará ganhar eleições!