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“Não podemos ter uma cidade com medo de crescer”, afirma Jorge sobre Plano Diretor de Mossoró

“Não podemos ter uma cidade com medo de crescer”, afirma Jorge sobre Plano Diretor de Mossoró


O empresário e pré-candidato a deputado estadual, Jorge do Rosário, manifestou preocupação com o debate em torno do novo Plano Diretor de Mossoró, que prevê a redução do perímetro urbano do município. Para ele, a proposta pode trazer impactos diretos ao desenvolvimento econômico da cidade e limitar novos investimentos no setor imobiliário.

Durante entrevista ao programa Cenário Político, da TCM Telecom, nesta segunda-feira (9), Jorge classificou a iniciativa como um equívoco e defendeu que o planejamento urbano deve estimular o crescimento da cidade, e não restringi-lo.

Segundo ele, o atual perímetro urbano foi definido há cerca de duas décadas, quando o Plano Diretor estabeleceu as áreas aptas para construção e expansão da cidade. A mudança proposta pela Prefeitura, no entendimento do empresário, pode reduzir oportunidades de desenvolvimento.

“Hoje existe uma área urbana definida quando o Plano Diretor foi elaborado há quase vinte anos. Agora, nesse novo Plano Diretor, a Prefeitura decidiu diminuir essa área. Isso significa reduzir o tamanho da cidade, e eu não vejo justificativa para isso”, afirmou.

Jorge também questionou o argumento de que a redução do perímetro ajudaria a diminuir os custos com serviços públicos. Para ele, o papel da gestão pública é justamente criar condições para ampliar investimentos e acompanhar o crescimento urbano.

“Restringir o crescimento porque vai gerar demanda pública significa que vamos ficar restritos a uma cidade pequena, com medo de crescer”, destacou.

A discussão sobre o novo Plano Diretor tem mobilizado diferentes setores da economia local. Investidores, imobiliárias, empresários da construção civil e incorporadoras acompanham o debate com atenção, diante da possibilidade de que novos projetos e empreendimentos sejam impactados pela redefinição da área urbana de Mossoró.

Para Jorge, o momento exige diálogo com a sociedade e com os setores produtivos, de forma a garantir que o planejamento urbano esteja alinhado com o potencial de expansão econômica da cidade.