O deputado federal General Girão (PSL) se pronunciou sobre o esquema revelado nesta quinta-feira (27) pelo presidente Jair Bolsonaro e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, da garantia de charutos, por parte do regime cubano, para conseguir empréstimos firmados com banco. Segundo Gustavo, os empréstimos para o país caribenho somam R$ 3,6 bilhões.
O parlamentar Potiguar fez parte da CPI do BNDES em 2019, e revelou que houve uma manobra para evitar o indiciamento dos principais líderes petistas na época.
"Durante os trabalhos identificados várias irregularidades. Crimes contra o Brasil. Ontem, o que ficou famoso foi o charuto, dado como garantia no empréstimo à Cuba no valor de três bilhões e meio. Ao final, tivemos um relatório que indiciava Lula, Dilma, Palocci, Mantega, Celso Amorim e vários ministros do PT. Na última noite, antes do relatório ser lido na Comissão, houve uma manobra, por conta do então presidente da Câmara o deputado Rodrigo Maia, que tirou o nome desses caras. ", disse o deputado.
Girão afirma que a comissão teve que fazer um relatório paralelo para levar ao Ministério da Justiça, Procuradoria Geral e Supremo Tribunal Federal. "A realidade da CPI do BNDES é que tem muito o que ser investigado", finalizou o deputado que cobra apuração das denuncias e o indiciamento dos envolvidos nesse esquema.