13Nov

Renato Fernandes esclarece polêmica da localização do Porto Ilha divulgada pelo Globo Repórter

O presidente do Sindicato dos Salineiros do Rio Grande do Norte, Renato Fernandes, esclareceu a polêmica da localização do Porto Ilha, durante exibição da produção dos sal do RN no programa Globo Repórter, na última sexta-feira (10). Na internet houve uma campanha para que a produção do programa corrigisse a informação e detalhasse que o Porto Ilha fica localizado na costa de Areia Branca. 

Confira: 

Aproveito esse espaço para fazer alguns esclarecimentos sobre a matéria do Globo Reporter no que trata da localização do Terminal Salineiro, bem como sobre o município de Mossoró e sua hegemonia na produção de sal não estando localizado, geograficamente, na Costa Branca.

Acompanhei, pessoalmente, toda a visita da equipe da Rede Globo(Bette Luchesi/apresentadora, Helton/produtor, Paulinho/editor, Rafael/repórter cinematográfico e Gentil/operador), quando da gravação do Programa Globo Repórter abordando a Salinicultura Potiguar, à exceção da ida ao Terminal Salineiro de Areia Branca - TERMISA, por indisponibilidade de vaga na lancha, portanto, não tenho responsabilidade sobre as informações passadas à equipe!

Tenho um amor, quase que doentio, pela Indústria Salineira, e somos muito gratos a todos que contribuíram na construção do Porto Ilha, pois é por ele que cerca de 40% de nossa produção é escoada, minimizando o trânsito de carretas pelas sucateadas estradas brasileiras, bem como o nosso reconhecimento à Areia Branca, por ser um dos ícones na produção de sal.

Assisti a todo o Programa com atenção, e, com mais esmero, a parte em que o RN foi destaque e não consegui distinguir na fala da Jornalista Bette Luchesi a afirmação que o TERMISA esteja localizado no município de Mossoró.Fui Presidente da CODERN, por dois anos, e aprendi muito sobre esse Porto e sua importância para o desenvolvimento do Estado.

Quando fui instigado a passar informações para a equipe da Globo sobre a Cadeia Produtiva do Sal disse-lhes que apenas 7 municípios do Estado produziam sal, divididos nos 2 Estuários Afogados: o do Assu/Piranhas(Macau, Guamaré, Porto do Mangue e Galinhos) e o do Apodi/Mossoró (o próprio município de Mossoró, Grossos e Areia Branca), onde muitos só chamam de RIO MOSSORÓ, que, por sinal, é a legenda que aparece na tela quando a Jornalista diz: “O clarão da lua deita sobre MOSSORÓ, deixando o RIO dourado.” Tenho certeza que Bette Luchesi se referia ao Rio Mossoró e não à cidade de Mossoró, embora pela frase pudesse significar ou um ou outro!

Uma observação para os que, por desconhecimento, não sabem que o município de Mossoró é produtor de sal entre os municípios produtores no Brasil. Essa explicação é simples: quando a maré atinge uma altura de, aproximadamente, 3,6 metros, o mar faz o Rio correr em um refluxo, ou seja, ao invés de correr da terra para o mar passa a correr do mar para a terra, e como a maioria das salinas estão situadas ao longo do Rio Mossoró e quase todo esse percurso é feito em terras Mossoroenses, está aí a justificativa dessa maior produção por parte de Mossoró.

MUNICÍPIO PRODUÇÃO %

Mossoró: 1.772.348t 35,09
Macau: 1.185.500t 23,47
Porto do Mangue: 599.000t 11,86
Areia Branca: 595.145t 11,78
Grossos: 445.178t 8,81
Galinhos: 394.283t 7,80
Guamaré: 60.000t 1,19

TOTAL: 5.051.454t 100

Mas, queridos amigos, o mais importante de tudo isso, foi a grandeza da matéria em divulgar e projetar uma de nossas maiores riquezas, frente à nossa hegemonia de 97% de toda a produção nacional, e que poucos conhecem e reconhecem!

Feliz em poder conversar com vcs e esclarecer algumas questões, colocando-me à disposição para eventuais novos esclarecimentos.

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